segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Rock your.

 "Foi gritando que eu aprendi a cantar:sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos. Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida."
De fato, um dos maiores poetas que transbordavam de amor que já se teve notícia, exagerado, louco, maior abandonado um carente profissional, Agenor de Miranda Araújo Neto - Cazuza, o primeiro nas minhas playlist. Não era só o fato das críticas explicitas que enriqueciam suas letras, mas sim o sentimento, a ânsia de atenção, a garganta, o amor extrapolado pelo mundo e pelos outros ,a carência, o jogo sujo, a malandrice a intimidade. O poeta não morreu, o sentimento de justiça de paixão por aquilo que se quer, os romances mundanos, todo esse frenesi da vida está ai, na cara dessa rapaziada, das pessoas legais, daqueles que não tem medo e vão a luta, dos codinomes beija-flores , betes balaço, abandonados em geral.
O Rock'n Roll que não se vive mais, mas existiu, permanece nas prateleiras das lojas, no cabelo da menina, nos fones de ouvido do rebelde com a camiseta de AC/DC, no pingente de guitarra, nas mãos, na mente, na alma.

domingo, 4 de dezembro de 2011

tempo e vida .

" O ano está novamente encerrando o seu ciclo. Ai chega dezembro, o mês das reflexões, o mês em que você se olha com mais frequência no espelho, o mês de pedir desculpas a quem se errou, de perdoar que te magoou, de agradecer quem te amou. Aparecem umas ruginhas aqui, uma gordurinha ali, uma coisinha que não estava ali no decorrer do ano e apareceu agora. Você está ficando velho, cada dia que passa pode ter certeza, você também completará o seu ciclo. O ciclo da vida. Você sempre pensa no que vai deixar pra trás, no que vai levar nas lembranças, no que vai deixar na gaveta, no que deveria ter dito mais não disse com medo, no medo de ter dito o que não deveria, o beijo que não se deu, as lágrimas tantas vezes teimosas em cair quando não se permitia, as que deveriam ter caído, o que poderia ter vivido. As palavras pesadas pelas partículas do "se", as vontades não feitas pelo medo do certo, a vontades feitas quando se achava o correto. Vão ser tantas lágrimas, tantas risadas, tantos corações quebrados e montados mas quebrados de novo, tantas coisas pra levar na bagagem da memória. São pessoas, ações, gestos, corações, amores, rancores, objetos, momentos, e mais doses de memória. A vida com suas cores, colorindo o teu céu de acordo com o momento, o colorido dos olhos de acordo com o que se vê, o rosa da boca de acordo com o que se bebe, o vermelho do beijo de acordo com o que se ama. Tudo é enfeitado, é magia, frenesi de uma vida que foi doce feito açúcar, uma vida de ideias e memórias . "